Abrotéa

Abrotéa

Abrótea é o nome comum a vários peixes do mar, do gênero Urophycis. Pertence à ordem Gadiforme, a mesma do Gadus morhua, o que a faz parente do legítimo bacalhau – um parente distante, entretanto, já que são de famílias diferentes – a abrótea é da família Phycidae, enquanto o morhua é da família Gadidae.

Peixes típicos do Atlântico Ocidental, encontrados, também, no Mediterrâneo e Sul do Pacífico, vivem em fundos de areia, lama ou cascalho, entre 10m e 200m de profundidade. No Brasil, são comuns na costa Sul e Sudeste. Costumam formar grandes cardumes, alimentando-se de pequenos peixes e crustáceos.
Também conhecido por abrote, brota ou bacalhau brasileiro, é um peixe de escamas miúdas e corpo alongado, que alcança de 60cm a 1,30m de comprimento. Os exemplares comerciais têm, em média, 65cm de comprimento e o peso médio oscila entre 1,5kg e máximo de 3kg. Apresentam coloração parda (de cor marrom-escura a olivácea), ventre claro, esbranquiçado, um pequeno barbilhão abaixo da mandíbula, nadadeiras dorsal e anal longas, próximas à caudal.

São duas as variedades encontradas no Brasil:
Urophycis brasiliensis (abrotea) – espécie costeira – encontrado no Atlântico Sul, com até 80 cm de comprimento, corpo alongado e comprimido, dorso marrom-escuro a oliváceo, ventre branco-amarelado, nadadeira dorsal longa e barbilhão curto no maxilar inferior.

U. cirrata (abrotea-de-profundidade) – ocorre sobre o talude (região escarpada submarina situada entre a plataforma continental e a zona abissal, com profundidade variando de 200 a 1.000m) chegando a profundidades maiores que 400 metros.

É rico em proteínas e o sabor e o aspecto são parecidos com o do primo famoso. Normalmente é usado fresco, prestando-se a todo tipo de preparo – cozido, frito, ensopado, assado, etc. Pode ser encontrado salgado. Suas ovas, também, são bastante apreciadas.